Ciclo 3 – Antonioni-Bergman
Para homenagearmos os revolucionários cineastas Michelangelo Antonioni e Ingmar Bergman, o terceiro ciclo do Cineclube Beloca terá três de seus filmes. Depois Daquele Beijo, dia 18/09, Passageiro: Profissão Repórter no dia 25/09 e no dia 02/10, Fanny e Alexander. As sessões serão as 20h.
Os ingressos estarão disponíveis uma hora antes de cada sessão.

Depois Daquele Beijo (Blow-Up)
Michelangelo Antonioni
1966
A nova linguagem usada nesse suspense pelo diretor italiano Michelangelo Antonioni marcou a década de 60. Rodado na Inglaterra, o filme é carregado de simbolismos e chega quase a ser hermético. O enredo enfoca o envolvimento de um fotógrafo em um crime, que ele descobre ao ampliar fotos feitas em um parque e descobre o que parece ser ser um cadáver escondido nos arbustos. Obcecado, ele começa a investigar e se vê envolvido em situações bizarras.. Ele tenta elucidar o caso cercado de mistério, sem temer eventuais riscos. A produção cuidadosa tem referência dos anos 60, realçadas pela participação da modelo Verushka.

O Passageiro – Profissão, Repórter (Professione: Reporter)
Michelangelo Antonioni
1975
Com Jack Nicholson e Maria Schneider. Jornalista que está filmando um documentário no Saara encontra um negociante de armas, que morre subitamente, e resolve assumir sua identidade. Apontado recentemente por um grupo de críticos da Folha de São Paulo como o melhor filme de Antonioni. Indicado para a Palma de Ouro em Cannes em 1975.

Fanny e Alexander (Fanny och Alexander)
Ingmar Bergman
1982
O filme “Fanny e Alexander”, do genial cineasta sueco Ingmar Bergman, é considerado uma obra-prima e uma de suas mais brilhantes produções cinematográficas, pois, num profundo mergulho sobre a alma humana, refletiu, com delicadeza e com perfeccionismo, sobre os enigmas, os prazeres e os terrores do universo infantil. As crianças do filme são encantadoras e inseparáveis: Fanny (Pernilla Allwin) e Alexander (Bertil Guve); a casa abastada onde ambas vivem é extraordinariamente burguesa. A avó, uma atriz riquíssima, é uma personagem quase mítica, que habita o apartamento de baixo. Em toda a casa há um mundo feminino que tudo domina. O teatro é um lugar onde as crianças brincam e procuram refúgio. O menino Alexander é, sem dúvida, um alter-ego de Bergman, experienciando o puritanismo hipócrita do pastor Vergerus (Jan Malmsipe), que vem a se tornar padrasto de Alexander, em contraponto aos prazeres mundanos que Alexander encontra nas saborosas refeições, no bom humor, na liberação, enfim, no bem viver da casa da avó. Vale ressaltar que o pai de Ingmar Bergman era pastor luterano, tendo castigado severamente o cineasta na infância.
Vários temas estão presentes no filme: amor, ódio, paixão, ressentimento, religião, angústia, neurose familiar, inveja, morte etc. entrecruzados de forma fulgurante com magia, humor e sensibilidade, celebrando, desse modo, o amor de Bergman pela arte cinematográfica.

