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Ciclo 21 – Ficção Científica

Written by on fev 27 2009 | .

Em março o Beloca apresenta a primeira série de filmes clássicos de Ficção Científica, uma forma de ficção desenvolvida no século XIX, que lida principalmente com o impacto da ciência, tanto verdadeira como imaginada, sobre a sociedade ou os indivíduos e só se tornou possível pela ascensão da ciência moderna, sobretudo pelas revoluções operadas na astronomia e na física.
Além da antiquíssima literatura fantástica, o gênero teve precursores notáveis: viagens imaginárias à Lua ou a outros planetas no século XVIII e viagens espaciais no Micromégas de Voltaire (1752), culturas alienígenas em As Viagens de Gulliver de Jonathan Swift(1726), e elementos de ficção científica nas histórias de Edgar Allan Poe, Nathaniel Hawthorne e Fitz-James O’Brien, todos do século XIX.
O verdadeiro início da ficção científica, contudo, dá-se no final do século XIX com os romances científicos de Júlio Verne, cuja ciência se situava ao nível da invenção, bem como com as novelas, cientificamente orientadas, de crítica social de H. G. Wells.

A ficção cientifica no cinema cresceu de mãos dadas com o desenvolvimento do aparato tecnológico que tornou possível, através de efeitos cada vez mais sofisticados, materializar universos antes exclusivos da literatura.

Clique no link, se quiser saber mais sobre Ficção Científica no cinema.

03/03/09

20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

O Dia em que a Terra Parou

Robert Wise
EUA/1951/92 min

O alienígena Klaatu viaja, juntamente do robô Gort, por 200 milhões de milhas para chegar à Terra e mandar uma mensagem a todos os seus representantes: se continuarem constituindo uma ameaça a outros planetas (com a criação de foguetes essa ameaça existiria em breve), todo o planeta deve ser exterminado! Porém, assim que chega à Terra – mais precisamente em Washington – as pessoas não parecem querer ouví-lo, e fazem de sua presença uma grande ameaça. Acuado, Klaatu (de aparência igual à dos terráqueos) vai conviver por um tempo com uma típica família de classe média, para decidir se vale a pena ou não tentar realmente salvar nosso planeta da destruiçãoO foco do filme, no entanto, não é desvendar a causa da doença ou sua cura, mas mostrar o desmoronar completo da sociedade que, perde tudo aquilo que considera civilizado. Ao mesmo tempo em que vemos o colapso da civilização, um grupo de internos tenta reencontrar a humanidade perdida.


10/03/2009- terça-feira

20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

2001 -Uma Odisséia no Espaço

Stanley kubrick
UK/EUA/1968/148 min

Kubrick se adiantou no tempo quando, ao lado de Arthur C. Clarke, escreveu o roteiro de 2001: Uma Odisséia no Espaço. Não apenas por ter visualizado a chegada do homem à Lua mais de um ano antes de Neil Armstrong chegar até lá, mas também por haver realizado o primeiro filme a levantar a hipótese da inteligência artificial.

O computador HAL-9000, além de acabar se transformando no personagem principal e num dos maiores vilões do cinema, possuía uma grande interação com seu operador, o Dr. David Bowman. Nota-se que o nome dado a máquina foi muito bem escolhido, visto que é formado pelas três letras que antecedem o nome da mais famosa marca de computadores do mundo: a IBM.

O filme traça a trajetória do homem desde, aproximadamente, quatro milhões de anos antes de Cristo, até o ano de 2001, sempre abordando a evolução da espécie, a influência da tecnologia nesse crescimento e os perigos da inteligência artificial. O final, um dos mais emblemáticos da história do cinema, mostra astronautas travando uma luta mortal contra o computador – a versão moderna do confronto entre criador e criatura.
Um monolito cai na Terra ainda na época da pré-história e, muitos anos depois, em 1999, é descoberto um segundo monolito na Lua. Aparentemente, são alienigenas que observam os terrestres, então uma missão internacional é enviada a Júpiter com a missão de descobrir o que eles realmente querem.
Durante todo o filme o diretor levanta diversas questões que deixa em aberto até o fim. Para desfazer as dúvidas, o escritor Arthur C. Clarke escreveu uma seqüência em que são amarradas todas as pontas soltas: 2010: O ano em que Faremos Contato. Peter Hyans levou essa “continuação” de 2001 às telas, com resultados bem longe de memoráveis, em 1984.

O clima do filme é acentuado pelas músicas utilizadas por Kubrick, que sempre remetem à evolução da espécie humana. Por exemplo, a música Tlzits Spake Zarathirstra, de Richard Strauss, utilizada no início, foi baseada num livro de Nietzsche e significa a passagem do homem primitivo para o além-homem.

17/03/2009- terça-feira

20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

Solaris

Andrei Tarkovisky
URSS/1972/165 min

Solaris é um planeta distante, que vem sendo constantemente estudado há décadas, e cujo mistério sobre seu oceano ainda não foi esclarecido, nem seus efeitos. Por falta de interesse e resultados, a solarística está morrendo; aliado a isto, os membros na estação espacial que orbita o planeta estão sendo afetados pelo oceano. Por conta disto, o psicólogo Kelvin – conhecido de um dos doutores da solarística e amigo de um dos tripulantes – é mandado para a estação para averiguar a situação. Lá, ele percebe aos poucos que Solaris é, mais que um planeta, um espelho da alma.

24/03/2009- terça-feira

20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

1984

Michael Radford
EUA/1984/113 min

O filme trata de um país fictício chamado Oceania que está em constante guerra e para manter a máquina de guerra funcionando, o povo é oprimido e controlado de forma absoluta. Com televisores em todos os lugares (inclusive nos quartos dos cidadãos) para controlar cada passo, evitando assim que uma revolta ecloda, ao mesmo tempo que permite o controle absoluto através do Big Brother, um ser “superior” que cada cidadão de Oceania dedica sua vida.

Escrito em 1948, ver o filme hoje em 2004 acaba sendo meio injusto com ele pois de lá para cá milhares de filmes sobre um futuro onde a sociedade é oprimida e privada de emoção e que vive sob um regime autoritário e alienista já está mais que batida. Pelo trailer do filme o grande ponto é ter sido filmado em abril de 1984 o que hoje em dia é totalmente insignificante. Outro fator interessante é a concepção de Big Brother que no filme é algo temerário, hoje em dia é um programa de TV onde as pessoas se divertem assistindo aos outros, nada de chocante. Em termos reais, muitas cidades do mundo estão repletas de câmeras com o intuito de segurança.

31/03/2009- terça-feira

20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

Blade Runner

Ridley Scott
EUA/1986/117 min

Em 2019, uma corporação desenvolve uma tecnologia para criar clones humanos, os replicantes, que são utilizados como escravos em outros planetas. Quando um grupo de replicantes se rebela na Terra, o ex-policial Deckard é convocado para caçá-los e exterminá-los.

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