Archive for julho, 2010

Ciclo 36 – Homenagem a Dennis Hopper

Written by on jul 27 2010 | .

Programação sujeita a alterações

Uma retrospectiva dos principais filmes do ator, roteirista e diretor americano, que foi, ao mesmo tempo ícone e iconoclasta.

JUVENTUDE TRANSVIADA (Rebel without a Cause) – 1955 – 111″ – EUA
Direção: Nicholas Ray
14 anos
Dia 03/08/2010 – terça-feira – 20 horas
Sala Dilo Gianelli
Theatro Municipal

A estreia de Dennis Hopper como ator, se deu ao lado de James Dean em Juventude Transviada no papel de Gonn.
O filme foi dirigido por Nicholas Ray, um dos mais importantes e bem sucedidos cineastas americanos da década de 50 e considerado pela Cashiers du Cinema, como o mais importante cineasta do pós-guerra. A sofisticação e o poder emocional das múltiplas imagens de Ray não foram ainda superadas, mesmo agora que a tecnologia digital, torna essa técnica imediatamente acessível. O filme que é um marco na arte contemporânea, foi o segundo dos três filmes que James Dean, grande amigo de Hopper, estrelou antes de morrer tragicamente. O filme foi indicado ao Oscar de roteiro original e ator coadjuvante (o jovem Sal Mineo) e foi rodado com o título “Blind Run”, abordando um tema pouco discutido na época, a delinqüência juvenil. Um filme fundamental para o cinema americano na transição entre seu período clássico pré-Kane e a explosão comercial dos autores pós-Easy Rider.

Jim Stark (James Dean) é um jovem problemático e, por sua causa, os pais se mudam de uma cidade para outra, até se fixarem em Los Angeles. Certo dia ele é preso por embriaguez e desordem e, no distrito policial, conhece Judy (Natalie Wood), uma jovem revoltada com o pai, e um rapaz que atirou em alguns cães. Após ser libertado, tenta se aproximar de Judy, mas cria um desentendimento com o namorado de Judy, que é o líder de uma gangue do colégio. Esta rivalidade vai gerar algumas situações com graves consequencias. Hopper é Goon, papel em que estreia no cinema.

Comemorações “Pagu, Cem anos de Historia” em parceria com a Academia de Letras e o Departamento de Cultura.
Comentários das acadêmicas Maria Celia Marcondes e Maria Inês Prado sobre os aspectos sociológicos e literários do livro Parque Industrial de 1931, que Pagu escreveu sob o pseudônimo de Mara Lobo

EH PAGU EH – 1982 – 15 MIN – Brasil
Direção: Ivo Branco
Livre
Dia 10/08/2010 – terça-feira – 20 horas
Sala Dilo Gianelli
Theatro Municipal

Eh Pagu Eh, curta metragem do premiado professor de cinema e cineasta paulistano Ivo Branco.
O filme conta um pouco da vida e da obra de Patrícia Galvão, a Pagu. Casada com Oswald de Andrade, participou do Movimento Antropofágico. Jornalista, escritora e tradutora, entre outras coisas, ficou presa por quase cinco anos durante a ditadura Vargas por ser militante do PCB.
Ganhou os prêmios de Melhor Curta e melhor roteiro no Festival de Brasília 1982 e o Prêmio Estímulo do Secretaria de Estado da Cultura/SP 1982.

E o documentário
PAGU, LIVRE NA IMAGINAÇÃO, NO ESPAÇO E NO TEMPO -2001 – 21 min – Brasil
Direção Lucia Maria Teixeira Furlani

Devido a problemas técnicos o filme O Último Filme (The Last Movie) – 1971 – Dennis Hopper -108 min – EUA será substituído pelo filme O Amigo Americano.

O AMIGO AMERICANO – 1977- 121 Min – Alemanha França
Direção: Win Wenders
14 anos
Dia 17/08/2010 – terça-feira – 20 horas
Sala Dilo Gianelli
Theatro Municipal

“O Amigo Americano”. Dirigido pelo cineasta alemão Win Wenders e baseado no livro “Ripley’s Game”, da escritora americana Patricia Highsmith, conhecida por “reinventar” o gênero de ficção criminal, o filme conta a história de Jonathan Zimmermann (Bruno Ganz) que é um ex-restaurador de obras de arte que deixa a profissão para se dedicar à confecção de molduras de quadros. Ele tem leucemia e, durante um leilão, conhece Tom Ripley (Dennis Hopper), negociante de arte, porém falsificador.
Nesse filme Dennis Hopper mais uma vez, é símbolo da cultura e da contra cultura americana.
Em 1978 o filme recebeu, quatro prêmios, o de “melhor performance estrangeira” para Bruno Ganz no Sant Jordi Awards e três prêmios – incluindo direção e edição – no German Film Awards e foi indicado ao Palma de Ouro em Cannes e na França ao César de Melhor Filme Estrangeiro.

ANOS DE REBELDIA (Out of the Blue) – 1980- 93 Min – Canadá/EUA
Direção: Dennis Hopper
14 anos
Dia 24/08/2010 – terça-feira – 20 horas
Sala Dilo Gianelli
Theatro Municipal

Convidado para atuar em Anos de Rebeldia, Dennis Hopper acabou assumindo o filme também como diretor. Hopper, que não dirigia há uma década, realizou por acaso esta que é a obra mais instigante de sua carreira. Em apenas duas semanas, ele reescreveu o roteiro, escolheu novas locações e nos deixou como legado este “amargo e inesquecível poema sobre a alienação”, segundo o crítico Roger Ebert.

Neste retrato sem retoques e sem censura de uma família caindo aos pedaços, somos convidados a acompanhar o cotidiano da adolescente punk CeBe (Linda Manz), e dos seus pais, Don (Dennis Hopper) e Kathy (Sharon Farrell). Vestida de jaqueta jeans e disparando slogans contra os hippies e a discoteca, CeBe é a revolta personificada contra tudo e contra todos. A única coisa que a faz sentir-se bem no mundo é a sua adoração por Elvis Presley e Sid Vicious (o baixista dos Sex Pistols), além de uma bateria que ela massacra incessantemente no seu quarto.

Linda Manz concorreu ao prêmio de melhor atriz no festival de Cannes em 1980.

VELUDO AZUL (Blue Velvet)- 1986 – 120 min – EUA
Direção: David Lynch
16 anos
Dia 31/08/2010 – terça-feira – 20 horas
Sala Dilo Gianelli
Theatro Municipal

Jeffrey (Kyle MacLachlan) retorna para sua cidade depois de estar fora algum tempo e descobre uma orelha humana sobre o chão, em meio ao mato. Não satisfeito com a passividade da polícia em relação ao caso, ele e Sandy Williams (Laura Dern) a filha de um detetive da polícia resolvem fazer sua própria investigação. Eles acabam entrando em um submundo bizarro, envolvendo um homem diabólico (Dennis Hopper) e Dorothy (Isabella Rossellini) uma linda, porém misteriosa, mulher.
Foi indicado ao Oscar e ganhou outros 17 prêmios em 1987.

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