Archive for março, 2011

Ciclo 41 – Planeta no Limite – Reflexões sobre Sustentabilidade

Written by on mar 30 2011 | .

Curadoria: Hermeti Lino e Paula Magalhães Teixeira

Sobre o Movimento
O Movimento Zeitgeist não é um movimento político. Ele não reconhece nações, governos, raças, religiões, credos ou classes. Nossos entenderes nos levam à conclusão de que essas distinções são falsas e ultrapassadas, e estão longe de ser fatores positivos para o verdadeiro potencial e crescimento humanos coletivos. Suas bases estão na divisão do poder e estratificação, e não na união e igualdade – nossos objetivos. Embora seja importante compreender que tudo na vida é uma progressão natural, devemos também reconhecer o fato de que a espécie humana tem a capacidade de retardar drasticamente e paralisar o progresso através de estruturas sociais obsoletas, dogmáticas e, por conseguinte, em desarranjo com a própria natureza. O mundo que vemos hoje, cheio de guerras, corrupção, elitismo, poluição, pobreza, epidemias, abusos aos direitos humanos, desigualdade e crime, é o resultado desta paralisia.

Este movimento tem a ver com a conscientização em defesa de um progresso evolucionário fluido, tanto pessoal como social, tecnológico e espiritual. Ele reconhece que a espécie humana está num caminho natural para a unificação, oriundo de um reconhecimento comunal de compreensões fundamentais e quase empíricas de como a natureza funciona e de como nós, enquanto humanos, nos encaixamos/somos parte deste desdobramento universal que chamamos de vida. Embora esse caminho exista, ele infelizmente está obstruído e é desconhecido pela grande maioria dos seres humanos, que continuam a perpetuar modos de conduta e associações ultrapassados e, portanto, degenerativos. É essa irrelevância intelectual que o Movimento Zeitgeist espera superar por meio da educação e de ações sociais.

O objetivo é revisar nossa sociedade mundial de acordo com o conhecimento atual em todos os níveis, não apenas conscientizando sobre as possibilidades sociais e tecnológicas que muitos foram condicionados a pensar serem impossíveis ou contra a “natureza humana”, mas também para fornecer meios de superar esses elementos que perpetuam estes sistemas obsoletos na sociedade.

Uma importante parceria, da qual se originam muitas das ideias deste movimento, vem de uma organização chamada “Projeto Venus”, dirigida pelo engenheiro social e projetista industrial Jacque Fresco. Ele trabalhou por quase toda a sua vida para criar as ferramentas necessárias para auxiliar na concepção do mundo que poderia eventualmente erradicar as guerras, a pobreza, o crime, a estratificação social e a corrupção. Suas ideias não são radicais ou complexas. Elas não exigem uma interpretação subjetiva durante a sua formação. Nesse modelo, a sociedade é criada como um espelho da natureza, com as variáveis predefinidas, inerentemente.

O movimento em si não é uma construção centralizada.
Não estamos aqui para conduzir, mas para organizar e educar.”

Temos mais informações no site oficial, caso julgue necessário mais detalhes > www.mzbr.com.br
Ciclo 41 – Planeta no Limite – Reflexões sobre Sustentabilidade
Curadoria: Hermeti Lino e Paula Magalhães Teixeira

ZEITGEIST:O FILME (Zeitgeist : The Movie) – 2007 – 118 min – EUA
Direção: Peter Joseph
12 anos
Dia 05/04/2011– terça-feira – 20 horas
Sala Dilo Gianelli
Theatro Municipal

Zeitgeist (palavra alemã que pode ser compreendida como “o espírito do tempo” ou “espírito da época) é um documentário que fala essencialmente sobre política, terrorismo e religião e foi feito sem fins lucrativos sendo o seu único propósito a tentativa de fazer com que as pessoas passem a olhar para o mundo de uma forma mais crítica e questionem coisas que são atualmente tidas como “verdades absolutas” por uma grande maioria da população. O filme é do americano Peter Joseph, diretor de filmes não-comerciais e ativista. Ele escreveu, dirigiu, produziu, compôs a trilha musical e narrou o filme que aborda temas como Cristianismo, ataques de 11 de setembro e o Banco Central dos EUA (Federal Reserve). O documentário foi lançado online livremente via Google Vídeo e Bit Torrent, para encorajar o alcance mundial destes filmes em junho de 2007. Uma versão remasterizada foi apresentada como um premiere global em 10 de novembro de 2007 no 4th Annual Artivist Film Festival & Artivist Awards.
Esse primeiro filme, deu origem a outros dois, Zeitgeist Addendum e Zeitgeist , Moving Foward,que foram feitos respectivamente em 2008 e 2011 e que ampliam, complementam e oferecem soluções as discussões iniciadas com Zeitgeist, o filme.
Em 2007 foi vencedor do 4º Festival de “Artivistas”, que a cada ano é realizado em várias cidades do mundo


ZEITGEIST: ADENDO (Zeitgeist : Addendum) – 2008 – 123 min – EUA
Direção: Peter Joseph
12 anos
Dia 12/04/2011– terça-feira – 20 horas
Sala Dilo Gianelli
Theatro Municipal

Zeitgeist: Adendo, como o nome já diz, é uma extensão do Zeitgeist, o filme. O primeiro documentário é dividido em três partes e o Adendo é como um parênteses elaborado da terceira parte do primeiro e foi lançado em meio a crise financeira dos EUA em 2008. Em mais essa produção independente, Peter Joseph, não apenas desnuda a perversidade e manipulações da grandes Corporações Multinacionais, mas também, a da globalização, da engenharia das instituições: financeiras, políticas e econômicas, sobre a qual se alicerça os fundamentos de suposto desenvolvimento das sociedades ocidentais e também nos revela a sua insustentabilidade social e ambiental e sua perversidade humana e civilizacional. Zeitgeist vai além da crítica e propõe a “Revolução de Consciência”, uma revolução que antecederia a mudança nos padrões mundiais, do monetário, político, mesquinho e corrupto para um sistema simbiótico, sustentável e verdadeiramente tecnológico.

Estreou no 5 º Festival Anual de Cinema Artivista em Los Angeles, Califórnia, em 2 de outubro de 2008, onde recebeu o prêmio máximo.

ZEITGEIST: O AVANÇO (Zeitgeist : Moving Foward) – 2011 – 120 min – EUA
Direção: Peter Joseph
12 anos
Dia 19/04/2011– terça-feira – 20 horas
Sala Dilo Gianelli
Theatro Municipal

Zeitgeist: o Avanço, dá continuidade a um longo trabalho documental que se propõe a apresentar um caminho para a necessária transição do atual paradigma socioeconômico monetário que rege a sociedade no mundo inteiro. Este tema transcenderá questões de relativismo cultural e ideologias tradicionais e passará a estabelecer, como objetivo central, o redesenho de uma empírica vida na Terra em nome da sobrevivência humana e social. Ao invés de continuar desafiando as imutáveis leis naturais, o objetivo é criar um novo paradigma de sustentabilidade social denominado “economia baseada em recursos”.
O filme contará com especialistas nas áreas da saúde pública, antropologia, neurobiologia, economia, energia, tecnologia, ciências sociais e outros temas relevantes que dizem respeito às áreas socioculturais. Os três temas centrais do documentário são: Comportamento Humano, Economia Monetária e Ciências Aplicadas. Juntando estes temas, o documentário cria um modelo de compreensão do atual paradigma social; o porquê de ser fundamental sair dele — junto com uma abordagem social nova e radical, porém prática, baseada em conhecimentos avançados que resolveriam os atuais problemas sociais enfrentados pelo mundo contemporâneo. Uma das características únicas deste trabalho, cujo estilo o destaca da maioria dos documentários, é que ele tem uma temática cinematográfica dramática, com atores s que, de forma abstrata, representam as diversas atitudes relacionadas à mensagem geral do filme. O filme também usa vigorosamente vários recursos visuais e de animação em 2D e 3D, e volta a adotar como base o padrão tradicional de documentário.

OURO AZUL: A GUERRA MUNDIAL PELA ÁGUA (Blue Gold – World Water Wars) – 2009 – 90 min – EUA
Direção: Sam Bozzo
12 anos
Dia 26/04/2011– terça-feira – 20 horas
Sala Dilo Gianelli
Theatro Municipal

Ouro Azul é primeiro documentário escrito, dirigido e editado pelo cineasta americano Sam Bozzo e trata sobre a escassez de água doce no planeta e sobre as atuais e futuras Guerras Mundiais por Água. O filme foi gravado em 12 países e teve a participação do videomaker brasileiro Erick de Vasconcelos, como diretor de fotografia e do ator Malcolm McDowell (Laranja Mecânica), como narrador.
O filme mostra como a água está mundialmente sendo mal gerida, esgotada e poluída.
A falta de água em muitos países é devida a manipulação e corrupção por parte dos governos, administrações locais e, claro, as corporações multinacionais de Água. Mostra também as constantes lutas entre o povo e os altos poderes econômicos e governamentais e as guerras e revoluções diárias por uma fonte de vida de todos os seres humanos e seres vivos deste planeta.

Em 2008 recebeu o prêmio de melhor filme ambiental na escolha no publico no Festival de Vancouver e um prêmio especial ambiental no Festival Europeu de Filmes Independentes em Paris em 2009.


Neste documentário, os diretores James Colquhoun e Carlo Ledesma partem da premissa, ” as pessoas precisam de informação e não de medicação” e também confrontam a medicina tradicional com a ortomolecular, baseada na nutrição. Detalha o quão equivocada está a nossa maneira de tratar as doenças. Discute também o círculo vicioso da agricultura extensiva, a perda de nutrientes pelo envelhecimento da comida através do transporte, a nossa carência de minerais do solo e o processo de cozimento dessa comida, que acaba com os elementos essenciais para a vida e contribui para esse terrível quadro nutricional.
Nessa história, os únicos que ganham são as indústrias químicas e farmacêuticas, que contam com a desinformação da sociedade.

03-05-11 – 20 horas – O Alimento é Importante (Food Matters) – 2008 – James Colquhoun e Carlos Ledesma – 80 min – Austrália

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