Ciclo 16 – A Espiritualidade no Cinema – ”Beloca/Oficinas Culturais Guiomar Novaes”

Escrito por em 16 set 2008 | .

Nas discussões sobre o ciclo ”A Espiritualidade no Cinema”, pretendemos estabelecer, um olhar mais sensível ao aspecto sociológico, psicológico e estético desses filmes que tratam da espiritualidade. Esse tema está presente em uma diversidade de grandes autores em todos os cantos do mundo. Permitir um contato mais consciente com a obra autoral artística cinematográfica é o ponto de partida para essa experiência. O cinema dito autoral ou de arte cria uma catarse única, permitindo que a esfera emocional seja intensamente ativada no processo de aprofundamento do tema. Esse projeto faz parte dos objetivos do Cineclube Beloca que é trazer ao público, obras de arte cinematográfica que estão fora do circuito comercial, para enriquecer os debates culturais da cidade.

16/09/08

20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

Sonhos

Akira Kurosawa

Japão / EUA/1990/119 min

”Sonhos”, produção de Akira Kurosawa, é um conjunto de segmentos baseados nos sonhos do realizador. São oito pequenos filmes separados que, de alguma forma, se conectam entre si, com uma dose fabulosa de poesia e beleza. O homem e sua relação com o seu próprio ambiente é um tema comum.

23/09/08

20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

Um Buda

Diego Rafecas

Argentina/2005/115 min

Jovem da cidade grande, incerto do mundo em que vive, luta para obter respostas a cerca de sua profunda necessidade espiritual. Na verdade ele busca compreender sua alma e descobrir que ele é. Assim, trágico e desesperado, mergulha num abismo de práticas espirituais. E para tanto abandona completamente sua vida anterior, esquece tudo ao seu redor e deixa de se alimentar.

30/09/08

20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

Last Life in the Universe

Pen-Ek Ratanaruang

Tailândia / Japão/2005/110 min

”Last Life in the Universe”, marca o surgimento de Pen-ek Ratanaruang como cineasta de categoria internacional que, junto com o superstar japonês Asano Tadanobu e o lendário cinegrafista Christopher Doyle contam a estória de Kenji, um bibliotecário misterioso que se esconde da sociedade e tem inclinações suicídas. Ele vive assim até encontrar Noi, uma bela jovem que começa a seduzí-lo, trazendo-o assim de volta à vida. Um conto poético sobre o estranho modo como o destino junta as pessoas quando os seus mundos parecem desmoronar. Foi premiado nos festivais de Tailândia, Bangkok entre outros.
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07/10/08

20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

Cafundó

Paulo Betti/Clóvis Bueno

Brasil/2005/101 min

Cafundó é inspirado em um personagem real saído das senzalas do século XIX, um tropeiro, ex-escravo, deslumbrado com o mundo em transformação, quer desesperadamente viver nele. Este choque leva-o ao fundo do poço. Derrotado, ele se abandona nos braços da inspiração, alucina-se, ilumina-se, é capaz de ver Deus. Uma visão em que se misturam a magia de suas raízes negras com a glória da civilização judaico-cristã. Sua missão é ajudar o próximo. Ele se crê capaz de curar, e acaba curando. O triunfo da loucura da fé. Sua morte, nos anos 40, transforma-o numa das lendas que formou a alma brasileira e, até hoje, nas lojas de produtos religiosos, encontramos sua imagem, O Preto Velho João de Camargo.

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