Ciclo 28 – Criar é preciso, viver não é preciso

Escrito por alice em 01 Out 2009 | .

Este ciclo é dedicado a artistas que viveram com paixão a sua arte.
O primeiro filme Caravaggio, dirigido pelo ator, diretor e roteirista Derek Jarman, é considerado seu melhor trabalho, e conta com uma participação do artista Sanjoanense Atílio Gallo Lopes.  

  Caravaggio

  CARAVAGGIO (Caravaggio) – 1986 – 93 min-Inglaterra

  Direção: Derek Jarman

  Dia 06/10/09 – terça-feira – 20 horas

  Sala Dilo Gianelli

  Theatro Municipal

O filme conta toda a história da vida do pintor, exibindo as contradições entre as crenças religiosas e sua identidade sexual.
Michelangelo Merisi da Caravaggio (Nigel Terry), foi o garoto da Renascença Italiana. Com sua história contada em “flashbacks”, o artista recorda fatos de sua curta existência na terra e nos mostra sua infância, com as decepções do início de sua carreira, seus últimos sucessos, sua amizade com um cardeal e sua relação destrutiva um jogador com muito atraente.
A paixão de Caravaggio pela sua arte e também por seus modelos, o conduzem para sua queda final nesta suntuosa e desafiante biografia de um lendário pintor.

o-carteiro-e-o-poeta

  O Carteiro e o Poeta (Il Postino) -1994 -116 min – Ita / Bel / França

  Direção: Michael Radford

  Dia 13/10/09 – terça-feira – 20 horas

  Sala Dilo Gianelli

  Theatro Municipal

 

Numa remota ilha do Mediterrâneo, um carteiro recebe uma ajuda do poeta Pablo Neruda um fim de conquistar o amor de sua vida. Com Massimo Troisi e Philippe Noiret. Baseado na obra de Antonio Skármeta, “O Carteiro eo Poeta” é um excelente filme. Realizado pelo cineasta Michael Radford, que também co-assina o roteiro, o filme fala de poesia política, humor, amor. E todos esses elementos fluem juntos numa produção que se caracteriza por grandes interpretações, por uma sólida direção, um roteiro inteligente, um ritmo adequado, uma magnífica trilha sonora e uma bela fotografia.
  Vencedor do Oscar de Melhor Trilha Sonora em 1996.

F for Fake [1]

Verdades e Mentiras (F for Fake) -1973 – 86 min – EUA

Direção: Orson Wells

Dia 20/10/09 – terça-feira – 20 horas

Sala Dilo Gianelli

Theatro Municipal

Rodado entre 1973/75, “Verdades e Mentiras” (“F” For Fake”), é o penúltimo filme dirigido por Orson Welles.
Um filme em que Welles toma por tema um assunto bem atual: a fraude na arte. Tentando desvendar esse mistério, Welles propõe um filme deliberadamente “arranjado”, construído como uma novela policial, um quebra-cabeças desafiador do raciocínio, exigindo uma intensa participação do espectador.
Do filme participam, o famoso falsificador Elmyr de Hory, que enganou os “22 marchands” de arte e os museus durante mais de 20 anos com “suas ” pinturas dos pós-impressionistas (Modiglliani, Braque, Matisse, Picasso, etc.) e Cliford Irving, processado há poucos anos por ter escrito uma falsa “autobiografia” de Haward Hughes (1905-1976).
O filme foi rodado durante quase 3 anos, a partir de alguns milhares de metros de película, para uma produção de TV por François Reichenbach . Velhos amigos de Welles também colaboram no filme, como Joseph Cotten (seu colaborador desde “Cidadão Kane”), Richard Wilson e Peter Bogdanovich.
 

basquiat

O último filme do ciclo, é dirigido pelo pintor, roterista e cineasta americano Julian Schnabel.
E é dedicado ao também artista americano Jean Michel Basquiat, um dos grandes representantes da arte contemporânea, cujos grafites nos muros de Nova Iorque, ganharam o respeito da crítica e o lançaram no mundo das artes.

No elenco também estão grandes nomes como Benício del Toro, Claire Forlani, David Bowie, Dennis Hopper, Gary Oldman, Willem Dafoe, Courteney Love e Christopher Walken.

Basquiat, Traços de uma Vida - (Basquiat) – 1996 – 106 min – EUA

Direção: Julian Schnabel

Dia 27/10/09 – terça-feira – 20 horas

Sala Dilo Gianelli

Theatro Municipal

Em 1981, um jovem artista (Jeffrey Wright) das ruas é descoberto por Andy Warhol (David Bowie) e tem uma ascensão meteórica, tornando-se uma estrela no mundo das artes. Mas este sucesso repentino e inesperado terá um preço muito alto.

Ninguém comentou até agora

Ciclo 27 – Domingos de Oliveira: Confissões de um Incandescente

Escrito por alice em 25 Ago 2009 | .

_todas_as_mulheres_do_mundo

01/09/2009

terça feira 20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

Todas as Mulheres do Mundo

Domingos de Oliveira

Brasil/1968/86 min

Estréia de Domingos Oliveira no cinema, esta comédia de costumes relata a trajetória de Paulo (Paulo José), bon vivant que depois de vários casos acaba encontrando o amor ao cruzar com Maria Alice (Leila Diniz). Enquanto Paulo conversa com o amigo Edu (Flávio Migliaccio), flash-backs nos mostram como tudo aconteceu. Sucesso de crítica e público, o filme é baseado no relacionamento de Domingos e Leila Diniz.

08/09/09 – Não haverá sessão – Semana Guiomar Novaes 2009. Clique e veja a programação.

edu coracao de ouro

15/09/2009

terça feira 20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

Edu, Coração de Ouro

Domingos de Oliveira

Brasil/1968/85 min

As desventuras de Edu, jovem carioca da classe média que num dia ensolarado passeia pela praia, encontra os amigos, se reconcilia com sua noiva e planeja uma festa.

amores

22/09/2009

terça feira 20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

Amores

Domingos de Oliveira

Brasil/1998/95 min

Vieira (Domingos Oliveira) é um escritor da Tv Globo prestes a perder o emprego, enquanto se degladia com sua filha Cíntia (Maria Mariana) tentando controlar sua excessiva liberdade. Telma (Priscilla Rozenbaum), maior amiga de Vieira, é casada com Pedro (Ricardo Kosovski). Nunca quiseram ter filhos, mas agora, com Telma na casa dos 30, estão querendo e não estão conseguindo, o que está pondo o casamento em perigo. Luíza (Clarice Niskier), irmã de Telma, é uma atriz fracassada que ganha a vida contando piadas em bares. Apaixona-se loucamente pelo pintor Rafael (Vicente Barcellos), mas descobre que ele é bissexual. Enfim, todo mundo tem seus problemas que complicam-se durante o filme. O amor, na contemporaneidade, cria questões sem modelo anterior de solução e que somente podem ser resolvidos… com muito amor.

separacoes

29/09/2009

terça feira 20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

Separações

Domingos de Oliveira

Brasil/2002/116 min

Cabral é casado com Glorinha há 12 anos. Insatisfeitos com a relação, resolvem dar um tempo. Quando ela se apaixona por Diogo, um arquiteto da sua idade, Cabral descobre o erro que cometeu. Cego de ciúme, ele tenta reconquistar Glorinha.

Ninguém comentou até agora

Ciclo 26- Dores de Amores

Escrito por alice em 30 Jul 2009 | .

A indicação dos títulos é do Breno Jus.

04/08/2009

terça feira 20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

Coração Selvagem (Wild at Heart)

David Linch
EUA/1990/98 min

Sinopse

Uma história de amor na sua forma mais selvagem. Sailor Ripley (Nicholas Cage) viola a condicional e ao lado da namorada, Lula (Laura Dern), embarca numa viagem ao coração dos Estados Unidos, rumo à California. Porém, a mãe da moça manda um detetive atrás do casal. Em seu caminho, Lula e Ripley vão cruzar com os tipos mais bizarros e descobrir segredos obscuros um após o outro.
Um “road movie” erótico, violento, perturbador e repleto de humor negro que confirmou a posição de David Lynch como o mais brilhante e original diretor de sua geração. Uma homenagem a “O Magico de Oz”, o filme traz Nicolas Cage e Laura Dern em uma das mais bizarras jornadas de todos os tempos, quando dos dois lutam para escapar das garras da diabólica mãe dela.

11/08/2009

terça feira 20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

Amantes Constantes (Les Amants réguliers)

Philippe Garrel
França/2005/178 min

Sinopse

François tem 20 anos em Maio de 1968, tempo de revoltas estudantis na França. Há cargas policiais sobre as barricadas construídas pelos jovens. É aí que pela primeira vez se cruza com Lilie, muito bela. Perseguição nos telhados, é encurralado, mas consegue escapar às malhas da polícia de choque. De manhã, sente que viveu uma guerra civil. François e os seus amigos estão no apartamento de Antoine, rapaz burguês muito rico. François escreve, é um poeta não publicado, com os seus amigos, artistas e estudantes. São uma dezena, têm entre 20 e 25 anos: fumar haxixe, a descoberta do ópio, mudar a vida, as festas, as garotas… Lilie reaparece uma noite. O desejo de revolução é forte. Mais forte ainda o amor que vai nascer entre François e Lilie. O ano de 1969: Maio de 68, Paris, a Europa, a juventude, tentações e perigos, tudo muda muito, ou demasiado rápido. A vida de um grupo, o seu fim, a revolução que se apaga… E o primeiro grande amor a morrer.


18/08/2009

terça feira 20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

A Via Láctea

Lina Chamie
Brasil/2007/88 min

Sinopse

Heitor (Marco Ricca) e Júlia (Alice Braga) namoram há algum tempo. Após terem uma discussão violenta ao telefone, Heitor decide pegar o carro e encontrá-la em sua casa, para resolver a situação. Através de sua viagem pelas ruas engarrafadas de São Paulo ele passa a analisar as possibilidades do amor, perda e morte em um grande centro urbano.

25/08/09

terça feira 20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

Buble – (Há-buah)

Eytan Fox
Israel/2006/117 min

Três jovens israelenses, Noam, vendedor de discos, Yali, gerente de Café, e Lulu, vendedora em loja de cosméticos, dividem um apartamento num bairro descolado de Tel Aviv, símbolo dessa “bolha”, apelido dado à cidade. Nesse casulo quase desconectado da realidade dos territórios palestinos e dos conflitos políticos que agitam o país, eles levam uma vida comum, preferindo se concentrar em suas vidas amorosas.

Ninguém comentou até agora

8ª Exposição da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa- de 10 e junho a 15 de agosto 2009

Escrito por alice em 29 Jun 2009 | .

O Cineclube Beloca e o Departamento de Cultura e Turismo da PMSJBV, apresentam, “Timor Leste o Massacre que o Mundo não Viu“, documentário dirigido pela Lucélia Santos em homenagem à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

28/07/09

terça feira 20:00h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

Timor Leste – O Massacre que o Mundo Não Viu

Lucélia Santos
Brasil/2001/75min

Documentário Sinopse
Três meses após deixar de ser uma colônia portuguesa em 1975, Timor Leste foi invadido pela vizinha Indonésia e seu povo sofreu durante 25 anos um dos mais cruéis massacres do século XX. O povo timorense resistiu bravamente às atrocidades cometidas pelo governo indonésio, ignoradas pela opinião pública internacional. Um terço da população foi assassinado durante sua luta pela independência. E após o povo timorense ter finalmente confirmado sua soberania num plebiscito supervisionado pela ONU em 1999, as tropas indonésias deixaram sua última marca: queimaram 90% do país. Lucélia Santos chegou ao Timor com sua equipe em 2000, um ano após a destruição, e registrou durante um mês a trágica situação do povo maubere. “Timor Leste – O Massacre que o mundo não viu” conta toda essa história, mostra a realidade de Timor Leste e a esperança de seu povo por um futuro melhor.

Ninguém comentou até agora

Ciclo 25 – “Leon Hirszman – Militância e Poesia”

Escrito por alice em 29 Jun 2009 | .

Em julho o Beloca homenageia o cineasta brasileiro, documentarista e autor de ficção Leon Hirszman, um dos fundadores e expoentes do Cinema Novo. Ele desenvolveu suas atividades cinematográficas junto com sua vigorosa e consistente militância política sendo também um dos fundadores do CPC e da UNE.
Com uma diversificada e extensa filmografia Leon Hirszman foi, segundo Nelson Pereira dos Santos, ” o maior articulador que o cinema brasileiro já teve” e um “exemplo de convivência universal”, características muito especiais desse artista que sempre se mostrou preocupado em pensar a cultura brasileira e que ao longo de três décadas transitou pelas diferentes esferas da nossa vida cultural.

07/07/2009

terça-feira 20:00h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

São Bernardo

Leon Hirszman

Brasil/1971/110min

No interior de Alagoas, o filho de camponeses Paulo Honório, é um mascate que perambula pelo sertão a negociar com redes, gado, imagens, rosários e miudezas. Cria uma obsessão, arrancar a fazenda São Bernardo das mãos de seu inepto dono, o endividado Luiz Padilha, transformando este em seu empregado.

14/07/2009

terça-feira 20:00h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

Eles Não Usam Black Tie

Leon Hirszman

Brasil/1981/134min

Tião, jovem operário, namora Maria, colega de fábrica. Quando toma conhecimento de que ela está grávida, resolve marcar o casamento. Mas as dificuldades do casal são imensas. Nisso, eclode uma greve. Otávio, o pai de Tião, veterano líder sindical, que passou alguns anos na cadeia devido à militância política reprimida pela ditadura militar, adere à greve, mesmo contrariado com a decisão da categoria, que lhe parece precipitada. Participando dos piquetes em frente à fábrica, entra em choque com a polícia, é espancado e preso. O filho, indiferente ao drama do pai e dos colegas, fura a greve. Individualista, credita à militância do pai a miséria em que sempre viveram. O conflito explode no interior da família e Tião é obrigado a deixar a casa dos pais e o emprego. Maria é adotada pelos futuros sogros, que assumem o nascimento próximo do neto.

21/07/2009

terça feira 20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

ABC da Greve

Leon Hirszman

Brasil/1979/75min

O filme cobre os acontecimentos na região do ABC paulista, acompanhando a trajetória do movimento de 150 mil metalúrgicos em luta por melhores salários e condições de vida. Sem obter êxito em suas reivindicações, decidem-se pela greve, afrontando o governo militar. Este responde com uma intervenção no sindicato da categoria. Mobilizando numeroso contingente policial, o governo inicia uma grande operação de repressão. Sem espaço para realizar suas assembléias, os trabalhadores são acolhidos pela igreja. Passados 45 dias, patrões e empregados chegam a um acordo. Mas o movimento sindical nunca mais foi o mesmo.

21/07/2009

terça feira 20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

Pedreira de São Diogo

Leon Hirszman

Brasil/1962/18min

No Rio de Janeiro, sobre uma pedreira há uma favela. Ao perceberem o risco de desabamento dos barracos, em conseqüência das explosões de dinamite, os operários incitam os moradores a iniciar movimento de resistência para impedir um acidente fatal.

21/07/2009

terça feira 20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

Maioria Absoluta

Leon Hirszman

Brasil/1964/20min

Filmado em som direto, o documentário retrata o cotidiano dos trabalhadores rurais analfabetos do Nordeste, que vivem na extrema miséria. Incapazes de escrever, são no entanto conscientes de sua condição e perfeitamente habilitados a propor as soluções que esperam para os seus problemas.

Ninguém comentou até agora

Ciclo 24 – Preciosidades

Escrito por alice em 21 Mai 2009 | .

Os 5 filmes exibidos em junho, tem a curadoria do cinéfilo Toninho Gregório, frequentador do Beloca.

02/06/09

terça feira 20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

O Homem da Linha (De Wisselwachter)

Jos Stelling
Holanda/1986/97 min

Jos Stelling dá um clima de tensão e claustrofobia a partir da obsessão de um homem solitário por uma mulher. Ele vive isolado numa estação de trem, praticamente deserta, onde uma viajante desce desavisadamente, pensando ser seu ponto de chegada. Os trens param ali raríssimas vezes, assim ela é obrigada a conviver com aquele estranho que nunca teve contato íntimo com uma mulher. A presença dela destrói o equilíbrio pessoal que ele havia construído durante anos, formando um trampolim para vários acontecimentos humorísticos e dramáticos. Prêmio do Público da 10ª Mostra de São Paulo.

09/06/09

terça feira – 20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

Feios, Sujos e Malvados (Brutti, Sporchi e Cattivi)
Ettore Scola
Itália/1976/115 min

Giacinto (Nino Manfredi em grande atuação) mora com a esposa, os dez filhos e vários parentes, num barraco de uma favela de Roma. Todos querem roubar o dinheiro que ele ganhou do seguro, por ter perdido um olho quando trabalhava. A situação fica ainda pior quando ele decide levar uma amante para dentro de casa.

Feios, Sujos e Malvados é uma comédia social corrosiva, em que Scola dialoga, de maneira brilhante, com Accattone – Desajuste Social, de Pasolini.

16/06/09

terça feira – 20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

Dança com Lobos (Dances with Wolves)
Kevin Costner
EUA/1990/180 min

Durante a Guerra Civil Americana, o jovem Tenente John Dunbar (Kevin Costner) protagoniza um ato heróico e, por sua opção, vai servir em uma região infestada de índios. Ao invés de participar de algum extermínio, ele consegue uma ousada aproximação com os nativos, descobrindo sua cultura, costumes e seu modo de comunicação.
Vencedor de 7 Oscar, incluindo Filme, Diretor, Roteiro Adaptado e Fotografia.

23-06- 09

terça feira – 20 horas -Sala Dilo Gianelli- Theatro Municipal

Um Corpo que Cai (Vertigo)
Alfred Hitchcock
EUA/ 1958/128 min

Em São Francisco, James Stewart interpreta um detetive com medo de altura, contratado para seguir a esposa de um amigo (Novak) com tendências suicidas. Após resgatá-la de uma queda na baía, ele se torna obcecado pela bela e atormentada mulher.
Um dos mais arrepiantes romances do cinema, apresenta uma fascinante miríade de inusitados ângulos de câmera de algumas das mais renomadas paisagens de São Francisco.
Considerado por muitos a maior realização do diretor Alfred Hitchcock.

30/06/09

terça feira – 20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

Taxi Driver (Taxi Driver)

Martin Scorsese
EUA/1976/113 min

Travis Bickle (Robert DeNiro) é um jovem veterano do Vietnã, que volta para as ruas de Nova York trabalhando como motorista de táxi. Conhecendo melhor todos os podres das vielas da cidade, seu caminho se cruza com o das jovens Betsy (Cybill Sheperd) e Iris (Jodie Foster), uma prostituta de apenas 12 anos, o que o faz se revoltar com tudo e com todos, explodindo sua raiva e violência que sempre demonstrou ter. Ele planeja um atentado contra um senador e, sozinho, ainda bate de frente com os cafetões

Ninguém comentou até agora

Ciclo 23 – F35stival SESC Melhores Filmes 2009

Escrito por alice em 04 Mai 2009 | .

Em maio, o Beloca se inspira e apresenta alguns dos melhores filmes exibidos na Mostra do Cine SESC em 2009.

05/05/09

20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

Vick Cristina Barcelona

Woody Allen
EUA/2008/96 min

No filme Vicky Cristina Barcelona, o diretor americano Woody Allen descomplica o amor por lhe aceitar a irracionalidade.
É o primeiro filme que Woody Allen roda em Barcelona, na Espanha e é estrelado por Penélope Cruz, Scarlett Johansson e Javier Bardem
A trama acompanha Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Johansson), duas jovens americanas que passam um verão na Espanha e se envolvem amorosamente com um pintor (Bardem) e a desvairada ex-mulher dele, personagem de Penélope Cruz que foi indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante.

12/05/09

20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

O Signo da Cidade

Carlos Alberto Riccelli
Brasil/2007/95 min

Enquanto astros e estrelas se movem pelo céu de São Paulo,  atirando sua mágica ao acaso, homens e mulheres perguntam o que será de seus sonhos e desejos. Gil está casado e só. Lydia flerta com o perigo. Josialdo nasceu para ser mulher. Mônica só quer se dar bem. No programa noturno de rádio em que atende ouvintes anônimos, a astróloga Teca se vê entre os anseios dos outros e seus próprios problemas. Aos poucos, o destino enreda a todos numa única teia. Na luta para romper o isolamento e achar o rumo da redenção, eles vão descobrir o poder transformador da solidariedade.

19/05/09

20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

Leonera

Pablo Trapero
Argentina/Corea do Sul/Brasil/2008/113 min

Leonera não é um filme fácil. Não oferece respostas, certezas, convicções. A protagonista está presa e o espectador não sabe se ela é culpada ou não. Nem o espectador, nem ela mesma. Mas este não é um filme sobre um crime, nem muito menos uma viagem infernal sobre as agruras do sistema carcerário argentino como pode parecer, mas o retrato quase documental de uma mulher em sua jornada para continuar. O filme acompanha a protagonista na nova fase de sua vida, que vai mudar sua maneira de encarar o mundo, de lidar com sua mãe, de reconhecer o amor. Nesse meio tempo, Pablo Trapero lança reflexões sobre a Argentina, sobre a maternidade, sobre a forma como as coisas devem ser. É um longa universal que parte de um cenário fechado entre quatro paredes (e algumas barras de ferro). Martina Guzman, a mulher do diretor, surpreende do papel principal, garantindo o tom sóbrio ao filme. E Rodrigo Santoro, em sua participação pequena, mais uma vez depura seus dons de intérprete num papel dúbio e complexo. Mas possivelmente o êxito de Leonera vem de como Trapero consegue explorar tantos temas sem buscar ser definitivo sobre nenhum deles. O diretor não está interessado no caminho fácil de revelar, denunciar e muito menos julgar o governo, a polícia, a justiça. Seu olhar é questionador e, por isso, muito mais inteligente.

26/05/09

20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

Na Natureza Selvagem

Sean Penn
EUA/2007/148 min

Após concluir seu curso na Emory University, o brilhante aluno e atleta Christopher McCandless abre mão de tudo o que tem e poderia ter numa bela carreira. Doa todas as suas economias – cerca de US$24 mil – para caridade, coloca uma mochila nas costas e parte para o Alasca a fim de viver uma verdadeira aventura. Ao longo do caminho, Christopher se depara com uma série de personagens que irão moldar sua vida para sempre.

Ninguém comentou até agora

Ciclo 22 – Jack Nicholson e O Poder

Escrito por alice em 01 Abr 2009 | .

Em abril o Beloca fará uma homenagem de aniversário ao ator americano
Jack Nicholson que completará 72 anos no dia 22 de abril.

Dono de um diabólico sorriso sedutor, John Joseph Nicholson, mais conhecido como Jack Nicholson, é uma das maiores lendas vivas da história do cinema. Mesmo famoso e consagrado, nunca deixou de aceitar trabalhos menores e desafiadores, sempre do modo irreverente e com muito carisma, tentando fugir dos tradicionais clichês e interpretações fáceis – armadilha na qual a maioria dos atores de sua idade costumam cair.

Esbanja talento nos mais diversos tipos de papéis, desde loucos insanos que tentam matar a família a velhos aposentados que procuram um valor em sua vida. Talento este que rendeu a Jack inúmeros prêmios. Até hoje, foram doze indicações para o Oscar, sendo que levou três prêmios para casa, tornando-se o maior nome da premiação de todos os tempos. Quinze vezes indicado ao Globo de Ouro, faturou seis, além de um prêmio especial Cecil B. DeMille pelo conjunto da obra, em 1999. Um currículo absolutamente invejável, mesmo para outros nomes consagrados de sua geração e passadas.

Com uma extensa participação vários filmes ao longo de sua espetacular e versátil carreira escolhemos os filmes em que os personagens se relacionam ao Poder em suas várias formas.

07/04/09

20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

Chinatown

Roman Polanski
EUA/1974/131 min

J.J. Gittes (Jack Nicholson) é um detetive particular contratado por uma mulher para saber se seu marido tem um caso. Feito o serviço, Gittes descobre que havia sido enganado quando a real Evelyn Mulwray vai seu escritório. Tudo piora para Gittes quando o marido de Evelyn aparece morto e Noah Cross, pai dela, um homens poderoso, mostra interesse no caso.

14/04/09

20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

A Honra do Poderoso Prizzi

John Huston
EUA/1985/130 min

Charley Partanna é um perigoso e respeitado mafioso, que trabalha como matador para a família Prizzi, a mais tradicional de New York. Irene é uma assassina de aluguel, que é contratada pela família para ‘apagar’ um homem interno dos Prizzi, que possivelmente os roubou. Só que Charley e Irene se apaixonam, e em mais um trabalho realizado por ele, a mulher de um policial acaba morrendo, o que abala profundamente a relação entre os policiais e as famílias de mafiosos. Sedentos por vingança, os policiais começam a pressionar as famílias para que elas entreguem o assassino, enquanto Charley faz de tudo para proteger sua amada.

28/04/09

20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

Os Infiltrados

Martin Scorcese
EUA/2006/151 min

O jovem policial Billy Costigan é infiltrado na quadrilha do chefão Frank Costello, da máfia irlandesa, e tem cada vez mais a confiança dos criminosos. Ao mesmo tempo, Collin Sulivan, um violento integrante da gangue, é igualmente infiltrado na polícia e ganha o respeito de colegas e superiores. Os dois homens vivem na corda bamba com suas vidas duplas, até que ambas as organizações descobrem que há um traidor em suas fileiras e cada um deles passa a tentar descobrir a identidade secreta do espião para garantir a própria sobrevivência. Refilmagem do filme ‘Conflitos Internos’ (2002), de Hong Kong.

Ninguém comentou até agora

Ciclo 21 – Ficção Científica

Escrito por alice em 27 Fev 2009 | .

Em março o Beloca apresenta a primeira série de filmes clássicos de Ficção Científica, uma forma de ficção desenvolvida no século XIX, que lida principalmente com o impacto da ciência, tanto verdadeira como imaginada, sobre a sociedade ou os indivíduos e só se tornou possível pela ascensão da ciência moderna, sobretudo pelas revoluções operadas na astronomia e na física.
Além da antiquíssima literatura fantástica, o gênero teve precursores notáveis: viagens imaginárias à Lua ou a outros planetas no século XVIII e viagens espaciais no Micromégas de Voltaire (1752), culturas alienígenas em As Viagens de Gulliver de Jonathan Swift(1726), e elementos de ficção científica nas histórias de Edgar Allan Poe, Nathaniel Hawthorne e Fitz-James O’Brien, todos do século XIX.
O verdadeiro início da ficção científica, contudo, dá-se no final do século XIX com os romances científicos de Júlio Verne, cuja ciência se situava ao nível da invenção, bem como com as novelas, cientificamente orientadas, de crítica social de H. G. Wells.

A ficção cientifica no cinema cresceu de mãos dadas com o desenvolvimento do aparato tecnológico que tornou possível, através de efeitos cada vez mais sofisticados, materializar universos antes exclusivos da literatura.

Clique no link, se quiser saber mais sobre Ficção Científica no cinema.

03/03/09

20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

O Dia em que a Terra Parou

Robert Wise
EUA/1951/92 min

O alienígena Klaatu viaja, juntamente do robô Gort, por 200 milhões de milhas para chegar à Terra e mandar uma mensagem a todos os seus representantes: se continuarem constituindo uma ameaça a outros planetas (com a criação de foguetes essa ameaça existiria em breve), todo o planeta deve ser exterminado! Porém, assim que chega à Terra – mais precisamente em Washington – as pessoas não parecem querer ouví-lo, e fazem de sua presença uma grande ameaça. Acuado, Klaatu (de aparência igual à dos terráqueos) vai conviver por um tempo com uma típica família de classe média, para decidir se vale a pena ou não tentar realmente salvar nosso planeta da destruiçãoO foco do filme, no entanto, não é desvendar a causa da doença ou sua cura, mas mostrar o desmoronar completo da sociedade que, perde tudo aquilo que considera civilizado. Ao mesmo tempo em que vemos o colapso da civilização, um grupo de internos tenta reencontrar a humanidade perdida.


10/03/2009- terça-feira

20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

2001 -Uma Odisséia no Espaço

Stanley kubrick
UK/EUA/1968/148 min

Kubrick se adiantou no tempo quando, ao lado de Arthur C. Clarke, escreveu o roteiro de 2001: Uma Odisséia no Espaço. Não apenas por ter visualizado a chegada do homem à Lua mais de um ano antes de Neil Armstrong chegar até lá, mas também por haver realizado o primeiro filme a levantar a hipótese da inteligência artificial.

O computador HAL-9000, além de acabar se transformando no personagem principal e num dos maiores vilões do cinema, possuía uma grande interação com seu operador, o Dr. David Bowman. Nota-se que o nome dado a máquina foi muito bem escolhido, visto que é formado pelas três letras que antecedem o nome da mais famosa marca de computadores do mundo: a IBM.

O filme traça a trajetória do homem desde, aproximadamente, quatro milhões de anos antes de Cristo, até o ano de 2001, sempre abordando a evolução da espécie, a influência da tecnologia nesse crescimento e os perigos da inteligência artificial. O final, um dos mais emblemáticos da história do cinema, mostra astronautas travando uma luta mortal contra o computador – a versão moderna do confronto entre criador e criatura.
Um monolito cai na Terra ainda na época da pré-história e, muitos anos depois, em 1999, é descoberto um segundo monolito na Lua. Aparentemente, são alienigenas que observam os terrestres, então uma missão internacional é enviada a Júpiter com a missão de descobrir o que eles realmente querem.
Durante todo o filme o diretor levanta diversas questões que deixa em aberto até o fim. Para desfazer as dúvidas, o escritor Arthur C. Clarke escreveu uma seqüência em que são amarradas todas as pontas soltas: 2010: O ano em que Faremos Contato. Peter Hyans levou essa “continuação” de 2001 às telas, com resultados bem longe de memoráveis, em 1984.

O clima do filme é acentuado pelas músicas utilizadas por Kubrick, que sempre remetem à evolução da espécie humana. Por exemplo, a música Tlzits Spake Zarathirstra, de Richard Strauss, utilizada no início, foi baseada num livro de Nietzsche e significa a passagem do homem primitivo para o além-homem.

17/03/2009- terça-feira

20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

Solaris

Andrei Tarkovisky
URSS/1972/165 min

Solaris é um planeta distante, que vem sendo constantemente estudado há décadas, e cujo mistério sobre seu oceano ainda não foi esclarecido, nem seus efeitos. Por falta de interesse e resultados, a solarística está morrendo; aliado a isto, os membros na estação espacial que orbita o planeta estão sendo afetados pelo oceano. Por conta disto, o psicólogo Kelvin – conhecido de um dos doutores da solarística e amigo de um dos tripulantes – é mandado para a estação para averiguar a situação. Lá, ele percebe aos poucos que Solaris é, mais que um planeta, um espelho da alma.

24/03/2009- terça-feira

20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

1984

Michael Radford
EUA/1984/113 min

O filme trata de um país fictício chamado Oceania que está em constante guerra e para manter a máquina de guerra funcionando, o povo é oprimido e controlado de forma absoluta. Com televisores em todos os lugares (inclusive nos quartos dos cidadãos) para controlar cada passo, evitando assim que uma revolta ecloda, ao mesmo tempo que permite o controle absoluto através do Big Brother, um ser “superior” que cada cidadão de Oceania dedica sua vida.

Escrito em 1948, ver o filme hoje em 2004 acaba sendo meio injusto com ele pois de lá para cá milhares de filmes sobre um futuro onde a sociedade é oprimida e privada de emoção e que vive sob um regime autoritário e alienista já está mais que batida. Pelo trailer do filme o grande ponto é ter sido filmado em abril de 1984 o que hoje em dia é totalmente insignificante. Outro fator interessante é a concepção de Big Brother que no filme é algo temerário, hoje em dia é um programa de TV onde as pessoas se divertem assistindo aos outros, nada de chocante. Em termos reais, muitas cidades do mundo estão repletas de câmeras com o intuito de segurança.

31/03/2009- terça-feira

20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

Blade Runner

Ridley Scott
EUA/1986/117 min

Em 2019, uma corporação desenvolve uma tecnologia para criar clones humanos, os replicantes, que são utilizados como escravos em outros planetas. Quando um grupo de replicantes se rebela na Terra, o ex-policial Deckard é convocado para caçá-los e exterminá-los.

Ninguém comentou até agora

Ciclo 20 – Cinema Brasileiro Contemporâneo

Escrito por alice em 29 Jan 2009 | .

03/02/2009- terça-feira

20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

Ensaio Sobre a Cegueira

Fernando Meirelles
Brasil/Canadá/Japão/2008/121 min

Conta a história de uma inédita epidemia de cegueira, inexplicável, que se abate sobre uma cidade não identificada. Tal “cegueira branca” – assim chamada, pois as pessoas infectadas passam a ver apenas uma superfície leitosa – manifesta-se primeiramente em um homem no trânsito e, lentamente, espalha-se pelo país. Aos poucos, todos acabam cegos e reduzidos a meros seres lutando por suas necessidades básicas, expondo seus instintos primários. À medida que os afetados pela epidemia são colocados em quarentena e os serviços do Estado começam a falhar, a trama segue a mulher de um médico, a única pessoa que não é afetada pela doença.
O foco do filme, no entanto, não é desvendar a causa da doença ou sua cura, mas mostrar o desmoronar completo da sociedade que, perde tudo aquilo que considera civilizado. Ao mesmo tempo em que vemos o colapso da civilização, um grupo de internos tenta reencontrar a humanidade perdida.

10/02/2009 – terça-feira

20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

Linha de Passe

Walter Salles/Daniela Thomas

Brasil/2008/113 min
Sinopse

Quatro irmãos e sua mãe precisam lidar com a dura vida na cidade de São Paulo. Reginaldo (Kaique de Jesus Santos) é um jovem que procura seu pai obsessivamente. Dario (Vinícius de Oliveira) sonha em se tornar jogador de futebol mas, aos 18 anos, vê a idéia cada vez mais distante. Dinho (José Geraldo Rodrigues) dedica-se à religião. Dênis (João Baldasserini) enfrenta dificuldades em se manter, sendo também pai involuntário de um menino. Os quatro são irmãos, tendo sido criados por Cleuza (Sandra Corveloni), sua mãe, que trabalha como empregada doméstica e está mais uma vez grávida, de pai desconhecido. Eles precisam lidar com as transformações religiosas pelas quais o Brasil passa, assim como a inserção no meio do futebol e a ausência de uma figura paterna.

17/02/2009 – terça-feira

20h – Sala Dilo Gianelli – Theatro Municipal

Narradores de Javé

Eliane Caffé

Brasil/2004/102 min

Após saberem que a cidade onde vivem será inundada para a construção de uma usina hidrelétrica, os moradores decidem preparar um documento que conte todos os fatos históricos do local, como tentativa desesperada de salvar a cidade da destruição. Dirigido por Eliane Caffé (Kenoma) e com José Dumont, Matheus Nachtergaele, Nélson Dantas, Gero Camilo e Nélson Xavier no elenco.

Ninguém comentou até agora

« Anterior - Próximo »